Em debate inédito, Renato de Castro e Otavinho defendem seus legados em Goianésia

O atual prefeito de Goianésia, Renato De Castro (MDB) e o ex-prefeito da cidade, Otávio Laje Filho (PSDB) protagonizaram, na tarde desta terça-feira (27), um debate inédito em Goiás. Foi a primeira vez na história das eleições municipais no Estado que um debate eleitoral não foi feito entre os candidatos. Renato e Otavinho, como o tucano é conhecido na cidade, trocaram farpas durante aproximadamente duas horas, em que compararam os oito anos de administração do tucano e os quatro do emedebista.

Renato disse que o debate devia ocorrer entre eles como candidatos. “Esse debate devia estar ocorrendo sim, mas com nós dois como candidatos. Eu me preparei, fiquei tão forte, que vocês precisaram me tirar no tapetão. Mas nós temos um outro candidato que vai dar continuidade no nosso trabalho”, rebateu o prefeito que teve a sua candidatura à reeleição inviabilizada pelo diretório estadual do MDB. O candidato de Renato na cidade é o democrata Leozão, e o candidato apoiado por Lage é o emedebista Pedro Gonçalves.

Os pontos altos do debate ocorreram durante as discussões sobre finanças da Prefeitura, habitação e transparência da administração. Otavinho, que construiu duas mil casas em Goianésia, questinou Renato sobre sua atuação na área. Renato respondeu que, mesmo assumindo a Prefeitura “endividada”, conseguiu fazer mais na área de habitação que o tucano.

“Os R$40 milhões de dívida que eu assumi quando cheguei na Prefeitura dava pra fazer mais de duas mil casas. Nós tivemos ai um contratempo. Eu fui o primeiro prefeito de Goianésia que assumiu a Prefeitura devendo. Otavinho esteve no cargo por oito anos, o dobro de tempo que eu tive, com o dinheiro que herdei de dívida do Jalles eu teria feito mais do que o senhor fez em dois mandatos”, afirmou Renato que sucedeu a administração de Jalles Fontoura, irmão de Otavinho.

O prefeito disse ainda que mesmo assim entregará ao próximo prefeito um terreno de três alqueires para construção do Jardim Laranjeiras. De acordo com ele, o terreno dará para a construção de 630 lotes com 180 m² cada para a população carente da cidade.

O emedebista reforçou em suas falas que foi tirado pelo MDB da eleição por “tapetão” e, que mesmo assim, o candidato apoiado por ele dará sequência aos seus projetos.