Maguito propõe conexão e integração para melhorar o serviço público

Governador do Estado, senador e prefeito de Aparecida de Goiânia por dois mandatos, o candidato a prefeito de Goiânia pelo MDB, Maguito Vilela, não participou do Fieg Sabatina em razão de ter testado positivo com Covid-19, mas falou à Goiás Industrial, revista da Fieg, antes de ser internado e transferido para São Paulo.

Em seu plano de governo, consta a proposta de tornar a capital uma “cidade inteligente”, apostando na onda de transformação digital para incrementar a qualidade dos serviços prestados ao público. Na verdade, acrescenta o candidato, seu objetivo “é transformar Goiânia não só em uma cidade inteligente, mas numa cidade 100% conectada, a iniciar pela administração municipal”. Caso eleito, a proposta de Maguito envolve a ampliação de serviços públicos que possam estar disponíveis “na palma da mão de qualquer cidadão” e que entreguem soluções ágeis e sem burocracia.

Para isso, diz ele, não haverá necessidade de investimentos em expansão ou instalação de novas estruturas físicas para levar à frente o projeto de digitalização. Mas acrescenta, em seguida, que a empreitada exigirá a criação de uma rede de informações e a integração dos sistemas que já rodam na administração municipal. Essa rede integrada, sustenta ainda, “será fundamental para elevarmos Goiânia ao patamar de cidade inteligente e isso deve estar presente em todas as áreas”. Maguito menciona, então, “circuitos de videomonitoramento da cidade, com reconhecimento facial e cruzamento de dados, na rede de semáforos e dos estacionamentos rotativos, no sistema de drenagem e monitoramento de alagamento em regiões de risco ambiental”.

O pacote envolverá ainda a implantação de energia solar nos prédios públicos, de forma a reduzir despesas com energia elétrica; de sistemas inteligentes de irrigação de áreas verdes e praças, além do prontuário eletrônico na rede pública de saúde, com o qual se pretende assegurar um serviço de qualidade à população e maior prevenção a doenças. A perspectiva de maior digitalização e integração de sistemas permitirá acelerar a desburocratização iniciada, segundo o emedebista, na gestão de Iris Rezende, facilitando a liberação de licenças e alvarás para investimentos na construção civil e a abertura de novos negócios, incluindo a simplificação de processos de licenciamento ambiental. “A desburocratização iniciada recentemente pela Prefeitura de Goiânia, por meio do Licença Fácil, será aperfeiçoada e ampliada”, afirma o candidato.

A meta, acrescenta ele, é tornar “Goiânia a capital mais atrativa e desburocratizada” do País. Além de investir na área pública, o projeto de Maguito inclui incentivos e isenções de tributos para atrair investimentos privados em tecnologia e inovação, agregando ainda instituições de pesquisa e ensino em programas de fomento a incubadoras e startups tecnológicas.

Vistas como um desafio para todas as grandes cidades do mundo e incluídas como prioridade na agenda de uma possível futura administração, as políticas pensadas para o transporte público na capital não comportam soluções simples ou fáceis, sustenta Maguito. O primeiro passo será concluir todas as obras iniciadas na gestão Iris Rezende, como a finalização da Avenida Leste-Oeste, que vai interligar Trindade a Senador Canedo, a conclusão da alça Sul-Norte da Marginal Botafogo, a implantação integral da Marginal Cascavel e a implantação e operação do Eixo Norte-Sul do BRT. “O prefeito Iris Rezende tem realizado o maior volume de obras na história recente da capital que, quando concluídas todas, vão melhorar muito o trânsito e o transporte público da cidade”, declara. De forma complementar, o candidato pretende também implantar corredores exclusivos e preferenciais de transporte coletivo, além de ampliar a ligação entre bairros. Seu plano prevê ainda a modernização e atualização do Plano de Mobilidade de Goiânia, formulado há mais de duas décadas, além do redesenho e ampliação do modelo já existente de ciclovias.

Maguito entende que “o fator histórico que fez a opção de Goiânia por não ter indústrias perdeu sentido” e, por isso, sua ideia é atrair empresas do setor industrial com a implantação de polos de desenvolvimento econômico, priorizando empresas de base tecnológica e indústrias verdes, de baixo impacto ambiental. Os polos pretendidos, prossegue, deverão estar em regiões de grande concentração populacional, “que carecem de emprego e de renda”, a exemplo dos bairros Jardins do Cerrado, Vera Cruz, na Região Oeste, Madre Germana, Residencial Buena Vista e Itaipu, na Região Sudoeste, Irisville e Recanto das Minas Gerais, na Região Leste.

A chegada de novos investimentos e indústrias, conforme espera o candidato, tornará necessário reforçar parcerias hoje já firmadas com o Sistema S, destacadamente, com o Sesi e Senai para capacitação de trabalhadores, e com o IEL, na área de estágios. “Estamos focados em proporcionar um programa eficiente de garantia do primeiro emprego, que de fato insira os jovens no mercado de trabalho de forma definitiva. Garantir a interligação do estágio com o primeiro emprego deve ser um ponto chave na gestão”, afirma.