Região da 44 espera receber 3 milhões de visitantes neste fim de ano

Matéria do jornal A Redação:

Diante de um ano atípico, devido à pandemia, as vendas de fim de ano são vistas como “alívio” para os trabalhadores da Região da 44. O local ficou quatro meses fechado e outros três com funcionamento parcial, como medidas de prevenção à covid-19. Estimativa da Associação Empresarial da Região da 44 (AER44) aponta que o local pode receber cerca de 3 milhões de compradores até o fim do ano.

“Foi difícil aguentar esses meses que a 44 não funcionou. Em casa, é só eu trabalhando. A sorte é que minha esposa conseguiu o Auxílio Emergencial, foi o que nos salvou nesses meses que não tinha movimento na região”, revela o trabalhador autônomo Leandro de Jesus, que espera recuperar parte do prejuízo nestes dois últimos meses de 2020.

De acordo com o presidente da AER44, Crhystiano Câmara, a retomada gradual da 44 tem sido a salvação para milhares de trabalhadores e profissionais autônomos que tiram todo ou parte de seu sustento da região. “Além dos lojistas e vendedores, há uma enorme quantidade de trabalhadores autônomos que dependem da 44. São carregadores de mercadoria, guias de excursões, motoristas, modelos, assessores de moda, costureiras, enfim, muita gente que vive da movimentação que temos aqui no polo”, destaca.

Segundo Crhystiano, estima-se que o polo da 44 seja fonte de renda para cinco mil trabalhadores autônomos, sem contar os postos de trabalho formais, que chegam a 150 mil, mas que registrou uma queda 13% devido às restrições da Pandemia. “Esses postos de trabalho perdidos, sejam eles com carteira assinada, ou para profissionais autônomos, começam aos poucos a serem recuperados”, comenta Crhystiano.

De acordo com o presidente de honra da AER44, Jairo Gomes, que até julho deste ano estava à frente do comando executivo da entidade, este ano o público que passará pela 44 no fim de ano será menor, uma queda de 40%, na comparação com o ano passado. Mas mesmo com uma queda na vinda do público e das vendas, Jairo avalia que a movimentação de fim de ano é bastante positiva para a retomada da região e recuperação de perdas acumuladas ao longo de quatro meses em que a Região da 44 ficou totalmente fechada e outros três em que funcionou parcialmente, sem a vinda das caravanas de outros Estados. “Apesar de ter sido um ano realmente muito atípico, esperamos que a queda nas vendas seja de apenas 20% na comparação com o final de ano em 2019”, avalia.