Campanha de vacinação contra paralisia infantil vai até dia 27

A Campanha de Vacinação contra a Poliomielite (paralisia infantil) e a Multivacinação foram prorrogadas até 27 de novembro, em Goiás. A medida foi adotada em virtude da baixa cobertura vacinal registrada nos municípios goianos. Contra a paralisia infantil foram vacinadas 200.167 crianças de 12 meses a menores de 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias), o que equivale a 54,60% desse público. Ainda é necessário vacinar 166.438 crianças.

Além da vacina contra a poliomielite para menores de 5 anos, estão disponíveis doses para crianças e adolescentes com idade de até 14 anos contra o sarampo, coqueluche, meningite, hepatite, entre outras.

Febre amarela

Nos postos de vacinação, também é importante procurar pela vacina contra a febre amarela, já que a morte de macacos infectados com o vírus em vários municípios acendeu o alerta para a necessidade de reforçar a proteção contra a doença.

A vacina é aplicada em crianças aos 9 meses de idade, com reforço aos 4 anos. Pessoas entre 5 e 59 anos de idade não vacinadas devem tomar uma dose para serem consideradas protegidas.

Pandemia

Clarice Carvalho dos Santos, gerente de Imunização da SES-GO, esclarece que as salas de vacinação foram estruturadas e os profissionais, capacitados para receber a população de forma segura neste momento de pandemia. Para minimizar o risco de transmissão, pessoas com suspeita ou confirmação da Covid-19 devem adiar a vacinação por, pelo menos, três dias depois do desaparecimento dos sintomas, com tempo mínimo de isolamento de 14 dias após o início dos sintomas.

“A população, ao procurar os postos de vacinação, deve utilizar máscaras, manter distanciamento mínimo de 1,5 metro de um indivíduo para o outro e higienizar as mãos sempre que necessário”, orienta a gerente. Ela reforça que o uso de máscara facial é recomendado para todas as pessoas a partir de 2 anos de idade.

Poliomielite

A campanha contra a poliomielite tem como objetivo vacinar crianças de 12 meses a menores de 5 anos. O objetivo é o de vacinar o público-alvo indiscriminadamente com a vacina oral poliomielite (VOP) para a redução do risco de reintrodução do poliovírus selvagem, mantendo o País livre da doença.

A poliomielite é uma doença infectocontagiosa viral aguda, caracterizada por um quadro de paralisia flácida, de início súbito. O último caso registrado no Brasil foi em 1989. No entanto, ainda há circulação do vírus em dois países (Afeganistão e Paquistão), o que representa risco de importação de casos para o território brasileiro, devido às baixas coberturas vacinais.