Ministério Público pede à Assembleia criação de cargos comissionados, mas ataca o Legislativo com ações e críticas

Ex-procurador-geral de Justiça de Goiás, o promotor Eduardo Abdon Moura, da 5ª Promotoria de Goiânia, interpôs recurso contra a decisão do juiz Ari Ferreira de Queiroz, da 3ª Vara da Fazenda Pública Estadual, que concedeu segurança ao Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás proibindo a divulgação nominal dos salários dos servidores do Legislativo estadual.

O assunto é delicado e já está gerando desconforto na Assembleia Legislativa. Deputados reclamam de perseguição do Ministério Público, a quem acusam de não perder nenhuma oportunidade para jogar para a plateia e atacar o Legislativo.

O argumento é que, assim como a Assembleia, o MP de Goiás não é lá essa Brastemp em matéria de transparência e também deveria ser questionado. E citam exemplos: procuradores e promotores criaram artifícios para dificultar acesso às informações sobre seus salários, recebem auxílio moradia, têm viagens ao exterior bancadas com dinheiro público e, pior ainda, agora enviaram à Assembleia projeto de lei que cria mais de uma centena cargos comissionados de até R$ 10 mil.

Há a percepção no Palácio Alfredo Nasser que o promotor Eduardo Abdon de Moura mexeu num caixa de marimbondos e as ferroadas devem sobrar para o procurador-geral Lauro Machado Nogueira. O projeto que mexe na estrutura do MP foi enviado à Assembleia há quase um mês, mas apesar de lido em plenário, está “fora da pauta”. Lauro é habilidoso e tem bom trânsito entre os deputados. Resta saber se conseguirá apagar o princípio de incêndio que Eduardo Abdon Moura pode ter causado.

Leiam a notícia sobre o recurso interposto pelo promotor Eduardo Abdon Moura contra a decisão do juiz Ari Ferreira Queiroz sobre a divulgação de salários dos servidores do Legislativo:

http://www.mpgo.mp.br/portal/noticia/mp-recorre-de-decisao-que-proibiu-divulgacao-nominal-de-salarios-de-servidores-da-assembleia-legislativa#.Uh4E0hvVC4h