Maguito, Vanderlan e Velomar calam-se e não dão explicações sobre investimentos em papéis de fundos podres

Três das maiores Prefeituras goianas – Aparecida, Senador Canedo e Catalão – realizaram investimentos em papeis de fundos podres, operados pela quadrilha desbaratada pela Operação Miquéias, da Polícia Federal.

As aplicações foram feitas nas gestões de Maguito Vilela, em Aparecida; Vanderlan Cardoso, em Senador Canedo; e Velomar Rios, em Catalão.

Maguito e Velomar são do PMDB. Vanderlan já foi, hoje está no PSB e, quando ocupou a Prefeitura de Senador Canedo, integrava o PR (ou PL, na época).

No caso de Catalão e Aparecida, a Polícia Federal dispõe de provas de que os investimentos foram captados diretamente pelos membros da quadrilha dos fundos de pensão. Senador Canedo não aparece na Operação Miquéias (pelo menos até agora), mas foi o município que mais colocou dinheiro – quase R$ 60 milhões – ou em fundos podres, entre eles o Eslovênia, que também era operado pelo esquema, ou em compra superfaturada de títulos públicos.

A Prefeitura de Aparecida investiu R$ 9 milhões. E a de Catalão, nos últimos 15 dias da gestão de Velomar Rios, R$ 11 milhões. Ambas aplicando diretamente nos fundos denunciados pela Operação Miquéias.

E tudo em papéis que provavelmente vão desaparecer no ar.

Os três – Maguito, Vanderlan e Velomar – permanecem calados. Mudos. Não explicam porque esses investimentos em fundos podres foram feitos com recursos dos seus respectivos fundos previdenciários.

Não vão falar nada?