Site nacional batiza de “CPI da Loira” a comissão de investigação proposta por Túlio

Veja matéria do site Brasil 247:

 

Deputados querem criar a “CPI da Loira” em Goiás

Bloco governista na Assembleia Legislativa pressiona pela criação de comissão para investigar o suposto envolvimento de deputados peemedebistas com a quadrilha desbaratada pela Polícia Federal na Operação Miqueias; parlamentares foram flagrados em almoço com a modelo Luciane Hoepers, contratada pela quadrilha para “seduzir” políticos para o esquema; alvo principal é Samuel Belchior, presidente do PMDB, que teve computador apreendido pelos policiais e foi conduzido a prestar depoimento; comissão é a desforra da base do governador Perillo, que sofreu ataques duríssimos no parlamento por conta da Operação Monte Carlo

Durante o Pequeno Expediente da sessão plenária de quarta-feira, 25, o deputado Túlio Isac (PSDB) disse que vai apresentar nesta quinta-feira, 26, requerimento para instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os valores desviados nas prefeituras goianas e quais são os políticos envolvidos com o esquema de fraude apontado pela Operação Miqueias, da Polícia Federal. Para o tucano, os parlamentares têm obrigação de investigar as denúncias.

“Comunico aos deputados que apresentarei amanhã, 26, requerimento de uma CPI para apurar este escândalo, que virou notícia no país inteiro, da previdência em Goiás. Temos obrigação de ir a fundo”, salientou.

O parlamentar disse que espera obter apoio, inclusive da oposição, para instalar a Comissão. “Acho que posso contar com assinaturas. Assim, vamos poder descobrir quanto foi desviado das prefeituras e quais políticos estão envolvidos. Foram mais de R$ 300 milhões. Quanto Goiás perdeu neste fundo podre? Temos de saber”, comentou o tucano.

Depois do discurso em Plenário, Túlio explicou, durante entrevista coletiva, que a CPI pode ajudar na investigação com depoimentos e documentos a que a Polícia Federal não teve acesso. “É obrigação dessa Casa participar e esclarecer. Para que a gente separe o joio do trigo”, resumiu.

Descobrir quais são os políticos de Goiás que estão envolvidos e quais as prefeituras que investiram neste fundo podre são, segundo Tulio Isac, objetivos de sua proposta, mas, segundo ele, há outros pontos que podem ser investigados.

Tulio afirma que é preciso apurar, por exemplo, se o líder do grupo criminoso reside em Goiás e quem apresentou os políticos goianos a Luciane Hoepers, a representante da empresa acusada de cometer as fraudes que, segundo as investigações, foi flagrada em conversas ao telefone com deputados goianos. “Nós temos muita coisa ainda para mostrar à sociedade que a polícia não mostrou.”