• Caiado, o pai da mentira
No programa Canal Livre da TV Band, exibido há apenas cinco meses, Caiado (UB) foi categórico: “Eu discuti anistia, mas nunca teve a inclusão de Bolsonaro [na anistia].”
Agora, em plena articulação eleitoral, afirma que o segundo ato de seu governo, caso seja eleito presidente, será justamente anistiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O que mudou em tão pouco tempo? Nenhum fato novo, apenas o desejo de conquistar bolsonaristas com promessas que negava até ontem, e ver se sai dos 2%… mas está difícil.
Caiado mente com facilidade e sem constrangimento, adaptando sua narrativa ao público da vez.
• Mão que bate, mão que afaga
No dia 9 de janeiro de 2023, Caiado colocou a Polícia Militar e a Polícia Civil de Goiás à disposição das forças federais para ajudar na prisão de manifestantes bolsonaristas que retornavam dos atos golpistas em Brasília.
Segundo o próprio Caiado, em entrevista coletiva que convocou no Palácio das Esmeraldas, oito ônibus foram interceptados no Entorno do Distrito Federal e os detidos enviados para os presídios da Colmeia e da Papuda. O governador defendeu punição exemplar aos envolvidos e ofereceu celas em Goiás.
Hoje, o mesmíssimo Caiado tenta apagar esse passado, usando um discurso bipolar de anistia aos envolvidos que ele ajudou a colocar no xilindró. A incoerência não é erro — é método.
• Prometeu ao Agro, depois traiu
Durante a campanha de reeleição ao governo de Goiás, Caiado jurou que jamais criaria a Taxa do Agro. Disse que isso seria “assaltar o produtor rural”.
Foi eleito com o apoio do setor — e assim que garantiu a vitória, criou a taxa que ele mesmo havia condenado. Agora, repete o padrão: diz uma coisa, faz outra. Mente para vencer, trai para governar.
O uso político do nome de Bolsonaro segue o mesmo roteiro: fingir alinhamento com a direita para garantir apoio eleitoral, mesmo que precise negar suas próprias convicções.
Cristiano Silva
Editor