terça-feira , 4 agosto 2026
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Caso Jaó: supostos policiais milicianos do governo Caiado são denunciados por duplo homicídio e tráfico. Investigação aponta confronto forjado em Goiânia para execuções

• Casal carbonizado

A investigação sobre a morte de Yuri Heymbeeck, o “Japinha”, e sua namorada Laryssa Eduarda, em junho de 2019, revelou indícios de envolvimento de policiais militares em um esquema miliciano. O casal foi encontrado carbonizado em um carro, próximo à BR-060, com marcas de tiros na cabeça.

Segundo a Polícia Civil, Yuri atuava como informante de PMs e foi executado após desentendimentos relacionados à partilha de R$ 400 mil oriundos de uma apreensão feita com base em sua denúncia.

• Farda bandida?

O inquérito aponta que os sargentos Tiago Borges Dwornik e Paulo Henrique Aires Campos utilizavam informantes para localizar drogas, armas e dinheiro de criminosos, se apropriando de parte do material apreendido.

Yuri teria sido morto após ameaçar os policiais e o intermediário Junio Aquino, por não ter recebido sua parte no valor apreendido. Junio, que havia feito a ponte entre Yuri e os PMs, teria atraído o casal para uma emboscada sob o pretexto de entregar o dinheiro.

• Tráfico

A Justiça negou o pedido de prisão dos dois PMs, mas autorizou buscas em seus endereços. Durante o cumprimento dos mandados, Tiago foi preso em flagrante após a polícia encontrar drogas, munições e balanças de precisão em sua casa.

O sargento foi indiciado por tráfico e posse ilegal de armamentos. Já Paulo Henrique segue em liberdade. Testemunhas relataram que os policiais frequentavam a casa de Junio e que havia forte proximidade entre eles.

• Caso Jaó, confronto forjado

No dia 1º de abril de 2024 chegou a vez do próprio informante, Junio José de Aquino ( o Pirata), também ser morto. Marines Pereira Gonçalves estava junto e também foi assassinado, durante uma abordagem do Comando de Operações de Divisas (COD) da PM-GO, no setor Jaó, em Goiânia.

Gravações feitas pelo próprio Junio durante a execução, com um programa espião no celular, mostram que as vítimas estavam desarmadas e que os policiais investigados já sabiam da identidade de ambos antes da ação. O confronto forjado chegou a ser divulgado pela polícia militar, mas a verdade explodiu o caso com a divulgação das imagens.

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