• Júri condena policiais
Os policiais militares Jonathas Atenevir Jordão e Edinailton Pereira de Souza foram condenados pelo Tribunal do Júri pela morte do advogado Davi Sebba Ramalho, ocorrida em 5 de julho de 2012, no estacionamento de um hipermercado no Setor Sudoeste, em Goiânia.
Jonathas recebeu pena de 12 anos de reclusão, enquanto Edinailton foi condenado a 10 anos, ambos em regime inicialmente fechado. O terceiro acusado, Luiz Frederico de Oliveira, foi absolvido pelo Conselho de Sentença.
• Tiro matou advogado
Conforme a denúncia do Ministério Público de Goiás, Jonathas efetuou, a curta distância, um disparo contra Davi enquanto o advogado estava ao volante. O tiro atingiu a região torácica e provocou sua morte instantânea. A acusação sustentou que a vítima foi surpreendida e não teve possibilidade de defesa.
• Caso atravessou anos
Apesar das condenações, a sentença não determinou a prisão imediata dos policiais nem a perda dos cargos. Os promotores anunciaram que o MPGO recorrerá ao Tribunal de Justiça de Goiás para pedir a prisão dos condenados e o aumento das penas.
O MPGO sustenta que decisão do STF permite a execução imediata de condenações impostas pelo Tribunal do Júri, independentemente do tamanho da pena. Por isso, pretende buscar a prisão mesmo com as penas fixadas em 12 e 10 anos.
A denúncia havia sido apresentada em julho de 2013. Mais de uma década depois do assassinato de Davi Sebba Ramalho, o caso chega a uma condenação pelo Tribunal do Júri, enquanto uma nova batalha deverá continuar no TJGO.


















