Manobra
• Mesmo sem justificativa técnica válida, a Assembleia Legislativa de Goiás aprovou nesta semana, em votação única, a prorrogação por mais 180 dias do Decreto de Calamidade Financeira em Goiânia. A decisão contraria os pareceres do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-GO) e do Ministério Público (MP-GO), que recomendaram o arquivamento da proposta por ausência de fundamentos que justificassem a prorrogação.
• O novo prazo dá margem para o uso flexibilizado de recursos públicos e dispensa de licitações, mesmo sem uma emergência real.
O placar da votação
• 30 votos favoráveis: Bruno Peixoto (UB), Dra. Zeli (UB), Lincoln Tejota (UB), Rubens Marques (UB), Talles Barreto (UB), Veter Martins (UB), Virmondes Cruvinel (UB), Amilton Filho (MDB), Charles Bento (MDB), Lineu Olimpio (MDB), Lucas Calil (MDB), Lucas do Vale (MDB), Coronel Adailton (SD), Cristiano Galindo (SD), Julio Pina (SD), Wagner Camargo Neto (SD), Alessandro Moreira (PP), Jamil Calife (PP), Vivian Naves (PP), Anderson Teodoro (Avante) André do Premium (Avante), Gugu Nader (Avante), Paulo Cezar (PL), Cairo Salim (PSD), Wilde Cambão (PSD), Ricardo Quirino (Republicanos), Dr. George Morais (PDT), Léo Portilho (PSC), Rosângela Rezende (Agir) e Karlos Cabral (PSB).
• 7 votos contrários: Issy Quinan (MDB), Clécio Alves (Republicanos), Mauro Rubem (PT), Antônio Gomide (PT), Major Araújo (PL), Gustavo Sebba (PSDB) e José Machado (PSDB), que alertaram para a falta de transparência e o risco de uso político da medida.
• Entre os que votaram a favor, apenas o deputado Paulo Cezar Martins (PL) era da oposição.
• Entre os votaram contra, estava Issy Quinan (MDB), que pertence à base de apoio do Governador Ronaldo Caiado.

















