• Cowboy Fora da Lei
Assumir uma obra bilionária sem licitação exige coragem — ou imprudência. Armando Leite Rollemberg, presidente do Ifag, assinou com o governo de Ronaldo Caiado (UB) um termo de colaboração bilionário, que está na mira do Ministério Público.
A promotora Leila Maria alertou para inconstitucionalidade da lei, risco de improbidade administrativa e dolo específico.
Segundo fontes internas do próprio Ifag, Armando inicialmente resistiu. Mas, após forte pressão, aceitou a missão, ou melhor, armadilha: e o CPF dele foi colocado na reta.
• Durango Kid
O roteiro já é conhecido. Em janeiro, Lucas Vissoto, então presidente da Goinfra, topou liderar um contrato suspeito de R$ 27,8 milhões. Resultado: operação “Obra Simulada”, prisão e prejuízo de R$ 10,4 milhões aos cofres públicos.
Agora, o enredo se repete com nova protagonista: uma Organização da Sociedade Civil. O contrato do Ifag prevê aumento de quase 70% no custo das obras, além de salários de até R$ 40 mil, consultorias, cadeiras novas e utensílios de copa.
Tudo isso financiado com dinheiro público, num modelo que o MP classificou como meio de “burlar à licitação”. Se der problema — e o cheiro de problema já está no ar — o CPF de Armando será o primeiro a aparecer.
• Cheiro de maracutaia
A um ano das eleições, tudo tem cheiro de maracutaia. Caiado parece correr para abrir frentes de obras sem licitação com o objetivo de inflar orçamentos e garantir “capital” para ele e Daniel Vilela.
O Ministério Público já percebeu, mas foi atropelado. Resta ao presidente do Ifag torcer para que o desfecho não repita o de Vissoto. Se o pior acontecer, senhor Armando Leite, deixamos uma sugestão de Raul Seixas, música ideal para se ouvir no xadrez:
“Mamãe, não quero ser prefeito / Pode ser que eu seja eleito / E alguém possa querer me assassinar / Eu não preciso ler jornais / Mentir sozinho eu sou capaz / Não quero ir de encontro ao azar.” — Fica a dica.

















