sexta-feira , 6 março 2026
Governo Caiado

Conselho Estadual de Cultura é acusado de irregularidades e aparelhamento político de grupos ligados a Caiado

Padrão Caiado

  • O setor cultural de Goiás enfrenta uma crise de gestão sem precedentes. Denúncias as quais o G24H teve acesso apontam irregularidades na Secretaria de Estado da Cultura (SECULT-GO) e no Conselho Estadual de Cultura (CEC-GO), responsáveis por administrar recursos federais das Leis Aldir Blanc e Paulo Gustavo.
  • Entre os principais problemas estão o favorecimento de entidades de fora do estado, exclusão de grupos locais, ausência de transparência nas decisões e interferência direta da Secult nas atividades do Conselho.

Aparelhamento político

  • As denúncias incluem, ainda, o aparelhamento político do Conselho, que, em tese, deveria ser paritário e fiscalizador. Na prática, não é isso que acontece. Atualmente, seis dos doze conselheiros são servidores públicos, três ligados diretamente à própria Secult.
  • Mais grave ainda é a nomeação da secretária de Cultura, Yara Nunes dos Santos, como suplente do Conselho apenas três dias após assumir a pasta. A sobreposição de funções mostra um claro conflito de interesses e esvazia a função fiscalizadora do Conselho, que se torna mero homologador das decisões do Executivo.

OSC ficha suja

  • Na semana passada, o G24H mostrou que o Instituto Idheias, entidade que, mesmo sendo alvo da Operação Tenebris no Distrito Federal por suspeita de superfaturamento e uso de documentos irregulares, mordeu uma fatia considerável em Goiás.
  • Segundo dados oficiais, o Idheias acumulou, entre 2018 e 2024, pelo menos R$ 12,9 milhões em contratos com Caiado, boa parte deles com a Secretaria de Cultura (Secult).

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