Padrão Caiado
- O setor cultural de Goiás enfrenta uma crise de gestão sem precedentes. Denúncias as quais o G24H teve acesso apontam irregularidades na Secretaria de Estado da Cultura (SECULT-GO) e no Conselho Estadual de Cultura (CEC-GO), responsáveis por administrar recursos federais das Leis Aldir Blanc e Paulo Gustavo.
- Entre os principais problemas estão o favorecimento de entidades de fora do estado, exclusão de grupos locais, ausência de transparência nas decisões e interferência direta da Secult nas atividades do Conselho.
Aparelhamento político
- As denúncias incluem, ainda, o aparelhamento político do Conselho, que, em tese, deveria ser paritário e fiscalizador. Na prática, não é isso que acontece. Atualmente, seis dos doze conselheiros são servidores públicos, três ligados diretamente à própria Secult.
- Mais grave ainda é a nomeação da secretária de Cultura, Yara Nunes dos Santos, como suplente do Conselho apenas três dias após assumir a pasta. A sobreposição de funções mostra um claro conflito de interesses e esvazia a função fiscalizadora do Conselho, que se torna mero homologador das decisões do Executivo.
OSC ficha suja
- Na semana passada, o G24H mostrou que o Instituto Idheias, entidade que, mesmo sendo alvo da Operação Tenebris no Distrito Federal por suspeita de superfaturamento e uso de documentos irregulares, mordeu uma fatia considerável em Goiás.
- Segundo dados oficiais, o Idheias acumulou, entre 2018 e 2024, pelo menos R$ 12,9 milhões em contratos com Caiado, boa parte deles com a Secretaria de Cultura (Secult).

















