Frequência
• O presidente da Câmara de Goiânia, Romário Policarpo (PRD), participou presencialmente de apenas 25 das 62 sessões ordinárias realizadas entre fevereiro e julho. Em 23 ocasiões, participou de forma remota, e se ausentou de outras 13 — com ao menos 6 delas sem justificativas públicas. As informações são do jornal O Popular.
• A Casa alega que o presidente tem prerrogativas institucionais e que sua ausência não compromete os trabalhos legislativos, mas reconhece que ele só abriu duas sessões no semestre, delegando quase toda a condução ao vice-presidente Anselmo Pereira (MDB).
Falta de transparência
• Não há publicação da agenda oficial de Policarpo, dificultando a verificação das atividades externas usadas como justificativa para as ausências. Segundo a Câmara, o Portal da Transparência ainda passa por “atualizações” desde 2022.
• Das 13 faltas, apenas 7 foram justificadas por ofício; as outras 6 não têm explicação pública. A participação online, que desde 2020 é aceita como presença, também tem sido usada com frequência.
Interesse político
• Em ano pré-eleitoral, Policarpo, cotado para disputar vaga de deputado estadual, intensificou sua presença nas sessões em que a pauta favorecia o Paço Municipal ou beneficiava os vereadores, como na votação de emendas impositivas, mudanças em escolas e liberação de crédito milionário para a Seinfra.
Viagem milionária
• Em fevereiro, mês com maior número de ausências, o presidente viajou à Índia com o procurador-geral da Casa, Kowalsky Ribeiro, e o diretor legislativo, José Carlos Issy. A comitiva, que acompanhou o governador Ronaldo Caiado, custou R$ 223 mil aos cofres públicos.

















