• O caso
No dia 12 de junho de 2024, o técnico de internet Allan Carlos Porto Carrijo, de 36 anos, foi morto com quatro tiros após uma ocorrência no Residencial Buena Vista II, em Goiânia.
Ele havia sido chamado para consertar a internet da casa de uma jovem de 27 anos, que alegou à polícia que o técnico teria tentado beijá-la à força. Ela chamou duas amigas que o agrediram fisicamente.
Câmeras de segurança registraram o momento em que Allan fugiu. A cliente acionou a Polícia Militar.
• Versão desmentida
Os PMs Tiago e Igor disseram que localizaram o técnico em um lote baldio e que ele resistiu à prisão, agrediu os dois, sacou uma faca e avançou. Alegaram legítima defesa.
No entanto, a perícia constatou que não havia estojos de bala no local e que a faca mencionada não foi achada na cena — apenas apresentada depois. O laudo do IML apontou quatro tiros, sendo um no peito.
A cena do suposto confronto estava alterada, e o celular de Allan havia desaparecido.
• Coação
A esposa do técnico relatou ter feito uma videochamada com ele durante a fuga. O chefe de Allan também confirmou ter falado com o funcionário, que disse estar com medo de ser morto e enviou sua localização.
Ao chegar ao local, o chefe foi coagido pelos policiais a entregar o celular, que depois teria sido jogado em uma mata. As três mulheres envolvidas afirmaram à polícia que Allan não portava faca alguma.

















