Sanções
• O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (13) a revogação dos vistos de Mozart Júlio Tabosa Sales, secretário do Ministério da Saúde, e de Alberto Kleiman, ex-funcionário do governo brasileiro, por suposta participação em um esquema que teria usado médicos cubanos como mão de obra forçada no programa Mais Médicos, entre 2013 e 2018.
Acusações
• O secretário de Estado, Marco Rubio, acusou a gestão cubana de explorar profissionais de saúde e de privar seu próprio povo de atendimento médico.
• Segundo o Departamento de Estado, as autoridades brasileiras e a Organização Panamericana da Saúde (Opas) teriam atuado como intermediárias para burlar sanções dos EUA contra Cuba.
• O comunicado afirma que o modelo de contratação desviava pagamentos devidos aos médicos para o regime cubano.
• A investigação sobre a atuação da Opas no programa começou ainda no primeiro mandato de Donald Trump, com questionamentos formais feitos por Mike Pompeo em 2020.
Histórico do programa
• Criado em 2013 no governo Dilma Rousseff, o Mais Médicos levou atendimento a áreas carentes, com grande participação de profissionais cubanos até 2018.
• Após a eleição de Jair Bolsonaro, Cuba encerrou o envio de médicos; o programa foi reformulado e, em 2023, relançado com prioridade para brasileiros e estrangeiros habilitados.
Alvo ampliado
• A medida contra Sales e Kleiman soma-se a sanções aplicadas em julho, quando os EUA suspenderam vistos de oito ministros do STF, incluindo Alexandre de Moraes, além do procurador-geral Paulo Gonet.
• As ações fazem parte de uma ofensiva diplomática mais ampla do governo Trump contra autoridades brasileiras.

















