• Pé na cova
A Polícia Civil investiga fraudes que podem ter gerado prejuízo de R$ 3 milhões aos cofres públicos de Goiânia desde 2023.
O jornal O Popular mostrou nesta quinta-feira (21), que foram feitos pagamentos a aposentados mortos e pensionistas com cadastros desativados, em um esquema que manipulava dados de 55 pessoas.
A estratégia incluía a reinserção de nomes na folha e a alteração de contas bancárias, para onde os valores eram transferidos.
• O que se sabe
Segundo o inquérito, logins de 18 usuários — 15 servidores e três funcionários da empresa Sigep, responsável pelo software de gestão — foram usados para efetuar as mudanças.
Após o desvio, os registros originais eram restaurados, apagando rastros. Alguns salários foram turbinados artificialmente, passando de R$ 4 mil para R$ 20 mil, com adicionais indevidos. Prints do sistema reforçam os indícios de fraude.
No dia 5 de agosto, a Polícia Civil já havia deflagrado outra operação contra pagamentos irregulares: a ex-gerente de Execução Financeira Helenice Evangelista foi presa por usar o sistema para pagar faturas do cartão de crédito, boletos de farmácia de parente e até serviços de bruxaria.

















