• Ação integrada
A operação Carbono Oculto mobilizou cerca de 1.400 agentes das polícias estaduais e federal em oito estados — São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
Foram mais de 350 mandados de prisão e busca e apreensão contra pessoas e empresas ligadas ao PCC. Segundo Lula, a ação só foi possível após a criação, no Ministério da Justiça, do Núcleo de Combate ao Crime Organizado.
• Fluxo bilionário
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, destacou que R$ 52 bilhões transitaram nos últimos quatro anos por fintechs controladas pelo crime organizado, usadas para lavagem de dinheiro e movimentação clandestina de recursos.
O objetivo da operação foi atingir não apenas os executores, mas o “núcleo financeiro” das facções, com bloqueio e sequestro de bens.
• Receita na linha
Lewandowski defendeu que a Receita Federal atue de forma permanente nas investigações. Para ele, “a sofisticação do crime organizado exige decifrar o caminho do dinheiro”, o que só é possível com auditoria fiscal integrada às operações policiais.
• Pacote de segurança
O governo prepara ainda um projeto de lei e uma PEC, apelidados de “Plano Real da Segurança”. A proposta prevê endurecimento das penas para líderes de facções e criação da figura de “organização criminosa qualificada”, com prisão de 12 a 20 anos.
Também amplia o papel da União em diretrizes nacionais e inclui as guardas municipais no sistema de segurança pública.

















