sexta-feira , 6 março 2026
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“Não é possível normalizar”: Moraes descreve plano de assassinato de Lula, Alckmin e dele mesmo, então presidente do TSE

• Punhal e Copa

Durante seu voto no julgamento de Jair Bolsonaro e aliados, na manhã desta terça-feira (9), o ministro Alexandre de Moraes revelou que uma organização criminosa, comandada pelo ex-presidente, Jair Bolsonaro (PL) teria articulou, sob o codinome “Punhal Verde Amarelo” e Operação “Copa 2022”, o assassinato do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e dele próprio, então presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

Moraes mostrou que Bolsonaro sabia do plano, pois uma gravação de Mauro Fernandes, general que admitiu ter elaborado plano, para o ex-ajudante de ordens Mauro Cid cita a conversa com o ex-presidente.

• Detalhes

Segundo Moraes, o plano incluía a participação de militares das chamadas forças especiais “Kids Pretos”, com armamento pesado, estudo das rotinas das vítimas, avaliação da segurança de escoltas e até aquisição de chips para dificultar rastreamentos. O dispositivo com as informações foi apreendido pela Polícia Federal em poder de integrantes do grupo.

• Método Cruel

Além da execução armada, os criminosos cogitaram usar veneno ou substâncias capazes de provocar colapso orgânico, explorando a vulnerabilidade de saúde de Lula, que na época frequentava hospitais. “Não é possível normalizar esse Iter criminis”, alertou Moraes, comparando a gravidade dos atos a períodos sombrios da ditadura militar.

Para o ministro, o Brasil “demorou para concretizar a democracia” e não pode banalizar atentados contra instituições.

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