sexta-feira , 6 março 2026
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Com voto de Cármen Lúcia, STF garante maioria pela condenação de Bolsonaro e sete aliados por plano de golpe

Condenados

• A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou nesta quinta-feira (11) maioria de votos pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus acusados de articular um plano de golpe de Estado em 2022. O placar de 3 a 1 foi consolidado com o voto da ministra Cármen Lúcia. Falta apenas a manifestação do ministro Cristiano Zanin, presidente do colegiado, mas o resultado já não pode ser revertido.

O voto de Cármen Lúcia

• A ministra classificou os atos golpistas como fruto de um “conjunto de acontecimentos” contra a democracia.

• Afirmou que há “prova cabal” da participação de Bolsonaro e aliados em uma empreitada criminosa.

• Ressaltou que a lei que fundamenta as acusações foi sancionada pelo próprio Bolsonaro e seus ex-ministros, hoje réus no processo.

Placar até agora

• Alexandre de Moraes, relator, e Flávio Dino já haviam votado pela condenação.

• Luiz Fux divergiu em parte, absolvendo Bolsonaro e cinco réus, mas votando pela condenação de Mauro Cid e Braga Netto.

• Com Cármen Lúcia, formou-se maioria para condenar todos os oito acusados.

Próximos passos

• Após os votos, o STF fará a dosimetria das penas, que podem chegar a 30 anos de prisão em regime fechado, conforme a gravidade de cada participação.

Quem são os réus?

• Jair Bolsonaro, ex-presidente, apontado como líder do grupo.
• Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor da Abin.
• Almir Garnier, ex-comandante da Marinha.
• Anderson Torres, ex-ministro da Justiça.
• Augusto Heleno, ex-ministro do GSI.
• Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
• Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa.
• Braga Netto, general da reserva, ex-ministro e candidato a vice em 2022.

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