• Abusada
O professor Marcelo Reis Garcia, que já foi Gestor Nacional de Assistência Social e membro do Conselho Nacional de Assistência Social, abriu o jogo em artigo devastador sobre a “escalada de Gracinha Caiado”, que será julgada no TRE por abuso político.
Marcelo, que atuou no primeiro governo de Ronaldo Caiado e saiu decepcionado com o sistema conduzido por Gracinha, afirma que primeiro-damismo não pode ser usado como escada eleitoral.
• Função Figurativa
A crítica é direta: a primeira-dama Gracinha Caiado, pré-candidata ao Senado, percorre o estado em inaugurações, eventos sociais e até anunciando investimentos em secretarias e isto está errado, pois se trata de concorr6encia desleal.
Segundo Marcelo, essa prática também escancara a distorção institucional: primeira-dama não é cargo, mas apenas uma função simbólica. “Se quer governar, deveria assumir oficialmente um posto público”, destacou.
• Grupo fantoche?
Gracinha preside o Grupo Técnico Social de Goiás, criado por decreto do marido em 2019.
Marcelo questiona: “o governador indicou oficialmente os membros do grupo? Quem faz parte dele? Quantas reuniões foram convocadas pelo Diário Oficial desde sua criação? Houve convites formais à sociedade civil, como manda o decreto? Existem atas públicas registrando deliberações?”
• Transparência zero
Marcelo ressalta que a ausência de documentos ou registros públicos indica falta de transparência e coloca em xeque a real existência do grupo.
Sem clareza, o que deveria ser espaço de participação social pode se reduzir a uma simples fachada, ou pior: trampolim eleitoral bancado com dinheiro público.
Para Marcelo, o uso de questões sociais como vitrine eleitoral é preocupante.
Ele cobra respostas diretas da primeira-dama: a publicação das informações seria um mínimo gesto de respeito à sociedade. Caso contrário, conclui, o silêncio de Gracinha Caiado será também uma resposta.

















