• Sessão esvaziada
O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), participou nesta quinta-feira (2) da sessão de prestação de contas na Câmara Municipal, mas o que deveria ser um espaço de esclarecimentos se transformou em um pronunciamento oficial.
Mabel discursou por quase uma hora e meia e deixou o plenário antes que os vereadores pudessem questioná-lo sobre os números apresentados, que incluem superávit de quase R$ 1 bilhão — contraste com o decreto de calamidade financeira editado há nove meses.
• Igor Franco
O vereador Igor Franco (MDB), que até 60 dias atrás era líder do prefeito na Câmara, criticou a fuga de Mabel do debate.
Ele afirmou que faria questionamentos técnicos sobre convocação de concursados, situação dos ambulantes, mudanças no trânsito, execução de emendas parlamentares e a ausência de empenhos para trabalhos sociais. Franco classificou a postura do prefeito como “covarde” diante das cobranças.
• Aava Santiago
A vereadora Ava Santiago (PSDB) também se manifestou, lembrando que a LDO, a lei que define diretrizes para o orçamento, não foi votada dentro do prazo legal, em setembro.
Segundo ela, há risco de Goiânia iniciar o próximo ano sem orçamento aprovado. Ava ressaltou ainda temas que não puderam ser discutidos com o prefeito, como o fechamento do Cais Amendoeiras, crédito suplementar para a Comurg e a situação do Imas.
• Pega o fujão
Para os parlamentares, a ausência de respostas diretas prejudica não os vereadores, mas a população de Goiânia, que permanece sem esclarecimentos sobre áreas essenciais da gestão.
Ava afirmou que “não é razoável que o prefeito delegue aos secretários questões que são de sua responsabilidade”, destacando que a postura de Mabel fere a relação institucional entre Executivo e Legislativo.

















