Investigação
• A Polícia Civil de São Paulo apura se fábricas clandestinas utilizavam metanol para higienizar garrafas falsificadas antes do envasamento de bebidas, o que pode ter causado as recentes intoxicações no estado. Mais de mil garrafas já foram apreendidas.
Linha de apuração
• A rota das bebidas consumidas pelas vítimas levou a polícia de bares até distribuidoras e, por fim, a fábricas clandestinas.
• Há suspeita de que garrafas de marcas originais descartadas irregularmente tenham sido reaproveitadas no processo de falsificação.
• Até agora, não foram identificados os responsáveis nem a origem do metanol, substância não disponível legalmente no Brasil.
Força-tarefa do IC
• O Instituto de Criminalística criou força-tarefa para analisar as garrafas apreendidas.
• O processo inclui verificação de autenticidade (selos, rótulos e lacres) e análise química detalhada.
• Das dez amostras já examinadas, duas testaram positivo para metanol.
Risco à saúde
• Diferente do etanol, usado em bebidas comuns, o metanol é altamente tóxico e imperceptível ao consumidor.
• No fígado, transforma-se em ácido fórmico, que pode causar cegueira, falência de órgãos e morte.
• Sintomas iniciais incluem tontura, dor abdominal, visão borrada e respiração acelerada.
• O Ministério da Saúde instalou uma Sala de Situação nacional para articular ações com Anvisa, vigilâncias sanitárias e outros órgãos.

















