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domingo , 4 outubro 2026
Opinião

Caiado pratica o “canalhocratismo” ao vender tudo o que restou da Celg e atribuir a Marconi Perillo as suas próprias práticas

• Um “canalhocrata”?

Nesta sexta-feira, 3, o governador Ronaldo Caiado deu mais um passo para vender o que restou da antiga Celg.

Participou da venda de ativos da Companhia Energética de Goiás e, como bom espertalhão — no sentido que Bezerra da Silva conhecia tão bem —, tentou jogar sobre Marconi Perillo a culpa por seus próprios atos.

Foi lembrando das letras de Bezerra que nasceu o termo “canalhocratismo”: a arte de mentir com convicção, usar propaganda para enganar e atribuir ao outro a maldade que se pratica.

• Pingos nos is

Vamos aos fatos? Marconi Perillo não vendeu a Celg. Ele a reergueu, criando do zero a Celg Geração e Transmissão e, depois, a Celg Par.

Herdou uma empresa quebrada por Maguito Vilela (MDB), que havia vendido a Usina de Cachoeira Dourada e deixado dívidas impagáveis.

O governo Marconi transformou a estatal em uma empresa lucrativa. Tudo isso que Caiado vende hoje por bilhões, foi obra do governo Marconi Perillo. Mas isso ele não conta.

• Dilma vendeu a CELG

No dia 13 de maio de 2015, a presidente Dilma Rousseff assinou o Decreto nº 8.449, incluindo a Celg Distribuição no Programa Nacional de Desestatização.

O texto, publicado no Diário Oficial da União, transferiu ao Ministério de Minas e Energia e ao BNDES a responsabilidade pelo processo, que acabou conduzindo a transferência do controle pela Eletrobras e por fim para a ENEL.

• “Canalhocratismo” explícito?

Quem vendeu a Celg Transmissão e a Celg Par? Ronaldo Caiado, o mesmo governador que mandou R$ 2,4 bilhões ao seu compadre para a construção de um hospital “a preço de ouro” — o valor daria para erguer dez unidades iguais.

Se a lupa da Justiça for posta nessa dinheirama, Caiado sairá algemado do governo.

Cristiano Silva
Editor

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