• Na cartilha do coronelismo
Ronaldo Caiado (UB), em sua tentativa de justificar os ataques ao senador Ciro Nogueira, após ser descartado como candidato a presidente, resolveu buscar inspiração em Antônio Carlos Magalhães, o ACM. Um erro monumental.
Caiado valeu-se de um político ultrapassado, símbolo de um tempo em que o poder se impunha pelo grito, pela força e pelo medo.
Antônio Carlos Magalhães fazia parte de um Brasil que já não existe. Seus métodos envelheceram. O país mudou. O mundo mudou.
• O dono do partido
É impressionante como políticos da iguala de Caiado tentam se comportar como donos absolutos de tudo. Quer ser o dono da União Brasil, dos Progressistas, da opinião e até da verdade.
Caiado se impõe como candidato mesmo sem base, sem força e sem apoio. Basta lembrar: no lançamento de sua pré-candidatura à Presidência, em abril, nenhum presidente de partido compareceu. Nem um só. O governador de Goiás não conseguiu aglutinar nenhuma força nacional.
• Três por cento
Caiado se comporta como se fosse aclamado pela direita inteira, mas bateu no teto de 3% nas pesquisas. Esse é o limite da sua vontade popular.
Política se faz com votos, e não com falácias ou com o discurso de autoridade herdado de um tempo em que coronéis mandavam e desmandavam. O Brasil não cabe mais nesse molde arcaico.
• O mandão
Para completar o espetáculo autoritário, Caiado decidiu atacar o próprio correligionário, o ministro do Turismo, Celso Sabino, afirmando que vai expulsá-lo da federação União Brasil e PP.
Mas quem é o presidente do partido? Ciro Nogueira? Antônio Rueda? Ou Ronaldo Caiado? Quem o nomeou porta-voz da federação?
Essas perguntas revelam a confusão que ele próprio criou. Ao tentar reviver o estilo mandonista de Antônio Carlos Magalhães, Caiado mostra que não entendeu nada: a política de 2025 é feita de diálogo, não de grito.
Cristiano Silva
Editor

















