quinta-feira , 5 março 2026
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Caiado tenta reviver o coronelismo de Antônio Carlos Magalhães e tropeça no próprio autoritarismo

• Na cartilha do coronelismo

Ronaldo Caiado (UB), em sua tentativa de justificar os ataques ao senador Ciro Nogueira, após ser descartado como candidato a presidente, resolveu buscar inspiração em Antônio Carlos Magalhães, o ACM. Um erro monumental.

Caiado valeu-se de um político ultrapassado, símbolo de um tempo em que o poder se impunha pelo grito, pela força e pelo medo.

Antônio Carlos Magalhães fazia parte de um Brasil que já não existe. Seus métodos envelheceram. O país mudou. O mundo mudou.

• O dono do partido

É impressionante como políticos da iguala de Caiado tentam se comportar como donos absolutos de tudo. Quer ser o dono da União Brasil, dos Progressistas, da opinião e até da verdade.

Caiado se impõe como candidato mesmo sem base, sem força e sem apoio. Basta lembrar: no lançamento de sua pré-candidatura à Presidência, em abril, nenhum presidente de partido compareceu. Nem um só. O governador de Goiás não conseguiu aglutinar nenhuma força nacional.

• Três por cento

Caiado se comporta como se fosse aclamado pela direita inteira, mas bateu no teto de 3% nas pesquisas. Esse é o limite da sua vontade popular.

Política se faz com votos, e não com falácias ou com o discurso de autoridade herdado de um tempo em que coronéis mandavam e desmandavam. O Brasil não cabe mais nesse molde arcaico.

• O mandão

Para completar o espetáculo autoritário, Caiado decidiu atacar o próprio correligionário, o ministro do Turismo, Celso Sabino, afirmando que vai expulsá-lo da federação União Brasil e PP.

Mas quem é o presidente do partido? Ciro Nogueira? Antônio Rueda? Ou Ronaldo Caiado? Quem o nomeou porta-voz da federação?

Essas perguntas revelam a confusão que ele próprio criou. Ao tentar reviver o estilo mandonista de Antônio Carlos Magalhães, Caiado mostra que não entendeu nada: a política de 2025 é feita de diálogo, não de grito.

Cristiano Silva
Editor

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