• Alerta ignorado
Após uma denúncia feita pelo deputado delegado Eduardo Prado (PL), a promotora Leila Maria de Oliveira avisou. Alertou o governador Ronaldo Caiado sobre os riscos e a inconstitucionalidade do modelo de obras sem licitação criado para gastar os R$ 3 bilhões da taxa do agro.
Ela foi atacada pessoalmente e desrespeitada por exercer seu dever. Caiado tentou dar tom político a recomendação e agiu rasteiro com ataques mesquinhos contra Leila.
Agora, após ação do deputado Mauro Rubem (PT) junto ao partido o Supremo Tribunal Federal concede uma liminar suspendendo as obras, confirmando o que Leila alertou.
• Governo arrogante
Caiado teve três anos para planejar e licitar obras de forma correta, mas preferiu o atalho — e o atalho virou abismo.
Criou-se um modelo de “parcerias” que atropela a lei, desrespeita o princípio da impessoalidade e abre brechas para superfaturamento e favorecimento político.
Em Pires do Rio, quando o prefeito denunciou irregularidades, foi silenciado e censurado.
• OS quebrada
A organização social IFAG, escolhida para gerenciar bilhões, não tinha dinheiro nem para comprar mobília.
O próprio governo Caiado mandou à Assembleia um projeto pedindo R$ 1 milhão antecipado para o instituto adquirir sofás, cadeiras e mesas.
• Cenário explosivo
O mesmo governo que entrega rodovias sem licitação é o que gastou R$ 2,6 bilhões em um hospital que custaria R$ 300 milhões.
O caso do Hospital Cora é a bomba-relógio que ainda vai estourar no colo do compadre Henrique Prata, parceiro da farra.
Não se trata de ser contra obras, mas contra a imoralidade por trás delas. Goiás está entregue a um modelo autoritário, de ataques e improvisos.
A promotora Leila Maria estava certa, Caiado. Aceita que dói menos.
Cristiano Silva
Editor

















