• A ironia
É inacreditável, mas verdadeiro. O presidente da Goinfra, Pedro Sales, autor intelectual da aberração jurídica que permitiu ao governo Caiado gastar quase R$ 3 bilhões da taxa do agro sem licitação, resolveu agora corrigir o ministro Alexandre de Moraes.
• O absurdo
Em entrevista ao Jornal Opção, Sales declarou que o ministro “não entendeu a dinâmica do projeto” e que o governo Caiado “considera um equívoco” a liminar que suspendeu as obras.
Ora, o equívoco, senhor Sales, foi acreditar que o Supremo aceitaria um modelo de obra pública sem licitação e sem transparência, como se Goiás fosse um feudo particular.
• O alerta
O Ministério Público de Goiás, por meio da promotora Leila Maria de Oliveira, já havia recomendado que o governo não seguisse com o modelo ilegal. Ignoraram o aviso, atacaram a promotora e agora colhem o óbvio: uma liminar do STF suspendendo o esquema.
• A manobra
O dinheiro foi entregue ao IFAG, uma organização social comandada por Armando Leite Hollenberg, ex-servidor do governo e político aliado. Uma entidade que, pasme, precisou de R$ 1 milhão antecipado para comprar mobília — e mesmo assim ganhou a chave do cofre.
• “Deus”, com “d” pequeno, e seu mestre
Agora, Pedro Sales tenta posar de iluminado e ensinar ao Supremo o que é legalidade. O ministro Alexandre de Moraes errou, segundo ele. A promotora Leila exagerou. O errado é sempre o outro. Pior, Caiado se comporta como deus, atacando a promotora e o ministro, e Pedrinho, esse se acha o professor de deus.
Cristiano Silva
Editor

















