• Quem tem, tem medo
O Goiás24Horas já alertava: o esquema das obras sem licitação em Goiás agora tem nome, sobrenome e CPF. O Ministério Público de Goiás ajuizou ação civil pública contra o governo Caiado e seus operadores por irregularidades em contratos que somam R$ 3 bilhões da taxa do Agro.
No centro do escândalo está Armando Leite Hollenberg, ex-servidor comissionado do governo Caiado e aliado político de José Mário Schreiner, colocado no comando do IFAG, a organização social criada para gerenciar os recursos e contratar empreiteiras sem licitação.
• Obras travadas
As construções somam cifras bilionárias. Algumas: R$ 123 milhões no entroncamento da BR-364 com a GO-306, R$ 116 milhões na GO-467, R$ 96 milhões na GO-194 e R$ 152 milhões entre Bela Vista e Silvânia. Todas foram suspensas por decisão do ministro Alexandre de Moraes, que identificou risco de desvio e potencial dano ao erário.
• Nomes na lista
A ação do MP aponta os responsáveis: Ronaldo Caiado, Adib Elias (Seinfra), Pedro Sales (Goinfra) e Armando Hollenberg (IFAG). As construtoras CCL, Caiapó, Coplan e CCB, beneficiadas pelos contratos, também podem responder judicialmente.
• Responsabilização
A promotora Leila Maria de Oliveira pede a nulidade da contratação, ressarcimento dos valores pagos e punição por improbidade administrativa. O STF já barrou a farra, mas a conta da irresponsabilidade vai chegar — e, como o Goiás 24 Horas vem dizendo há meses, quem tem CPF, agora, tem medo.
Corre nos bastidores que os responsáveis pelas obras estariam montando empresas familiares com CNPJ de agropecuária, para transferirem fazendas e imóveis, com medo de futuras penhoras. É bom que o MP tome nota desse detalhe e das datas e criações de tais pessoas jurídicas.

















