• Pressão
Uma denúncia encaminhada ao Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) revelou, nesta sexta-feira (17), o clima de pressão e autoritarismo dentro da UPA Alair Mafra, em Anápolis.
O médico Edson Veloso Vieira Neto afirma ter sido demitido por mensagem de WhatsApp depois de se recusar a seguir a ordem de aumentar o número de atendimentos a qualquer custo.
Segundo ele, a gestão municipal, sob o comando do prefeito Márcio Corrêa (PL), trata a saúde como vitrine política, priorizando estatísticas em vez de vidas.
• Política da aparência
“Querem número, querem mostrar resultado político, mas não querem cuidar das pessoas. Medicina não se faz com quantidade, se faz com qualidade.”
O médico contou que o diretor clínico da unidade chegou a designar uma técnica de enfermagem para fiscalizar o ritmo de atendimento, cobrando produtividade como se a UPA fosse uma linha de produção. “Isso cansa, desumaniza o médico e coloca o paciente em risco”, afirmou.
• Denúncia
O Cremego confirmou o recebimento da denúncia e informou que o caso tramita sob sigilo, conforme determina o Código de Processo Ético-Profissional.
O presidente do conselho, Rafael Martinez, reforçou que a Resolução nº 118/2025 garante ao médico autonomia para determinar o tempo adequado de consulta.
“O bom atendimento exige tempo, atenção e cuidado. Nenhum gestor pode impor metas que ameacem a segurança do paciente”, afirmou.
• O desespero por curtidas
O prefeito Márcio Correa vem tratando a saúde pública como se fosse mais um vídeo nas redes sociais, e não com humanidade. Ele quer quantidade de atendimentos para ganhar curtidas no Instagram.
Enquanto Marcinho exibe números e tenta transformar a dor alheia em propaganda, médicos são pressionados, pacientes são desrespeitados e a medicina perde sua essência. É o fim da picada.

















