• Briga interna
Um conflito inédito abalou a estrutura do governo Caiado. A Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego), presidida por Francisco Júnior (PSD), reagiu judicialmente contra o próprio governo Caiado, após a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) mover ação para tomar áreas e galpões de indústrias em todo território goiano, algumas estabelecidas há mais de 40 anos.
A briga começou em 2020, durante a transição entre Valderi Borges e Pedro Sales, que por sua vez, ao assumir, decidiu questionar na Justiça a legalidade de todas as vendas realizadas pela Codego a preços subsidiados.
• Conflito de gestão
O então presidente Pedro Sales, indicado por Caiado, alegou que o formato jurídico das transações, em toda história de Goiás, estava errado, que ele sabia a “fórmula secreta” e ingressou com ações para tomar os terrenos ocupados por empresas produtivas e geradoras de empregos.
Desde então, o tema se arrasta na Justiça e volta agora com intensidade. A atual direção da Codego afirma que o Estado não tem autoridade para interferir em decisões já consolidadas da companhia, que possui autonomia administrativa e vida própria como sociedade de economia mista. O pau quebrou.
• Caiado contra Caiado
Na nova petição, com 36 páginas, a Codego rebateu o governo Caiado e o acusou, no fritar dos ovos, de abuso e ingerência política.
Em trechos do documento, a defesa afirma que “não há ofensa à legalidade, moralidade ou impessoalidade” e que todos os atos foram realizados conforme normas internas e em benefício do interesse público.

















