• Berço da maracutaia
O caso das quase 12 toneladas de café adulterado vendidas diretamente ao governo Caiado levanta uma pergunta inevitável: como o Estado que diz ser implacável com o crime se tornou comprador, financiador ou vizinho direto de esquemas idênticos aos usados pelo PCC?
• Café adulterado no governo
DETRAN, SEAD, Educação e Retomada compraram essas 12 toneladas de um “café” misturado com palha e impurezas, flagrado em operação da Polícia Civil.
O produto, consumido por servidores e escolas, foi vendido por uma indústria clandestina de Aparecida de Goiânia — exatamente o mesmo padrão de adulteração usado por facções para lavar dinheiro.
• Usina ligada ao PCC financiada pelo governo
A Goiás Bioenergia, alvo da Operação Carbono Oculto, recebeu R$ 265 milhões do Produzir, programa fiscal do governo Caiado. O caminho do dinheiro público do governo Caiado encontrou o crime organizado.
• Rede de postos do crime
Goiás aparece na investigações como base de postos de combustíveis adulterados ligados ao PCC, usando o mesmo método: fraudar, misturar e lavar recursos.
• Laboratórios de cocaína no Estado
Estudo divulgado pela Folha mostrou: Goiás lidera o ranking nacional, com 125 laboratórios de cocaína identificados entre 2019 e 2025.
• Bebidas falsificadas
Em novembro, a Operação Source desmontou em Goiânia e Uruana um esquema de bebidas alcoólicas falsificadas, com rótulos, químicos e material industrial.
Na cabeça de Caiado, bandido é só ladrão de galinhas. Os poderosos chefões da bandidagem estão vendendo seus produtos para o próprio governo Caiado e recebendo benefícios. Pergunta: Em troca do quê?
Cristiano Silva
Editor

















