Contradição
• O governador Ronaldo Caiado tentou transformar a prisão e posterior soltura de Daniel Vorcaro em munição contra o governo federal, mas os fatos mostram o contrário: o esquema do Banco Master se estruturou durante o governo anterios, teve apoio de autoridades da direita e alimentou operações financeiras bilionárias com participação de ex-ministros e do governo do Distrito Federal. A narrativa do governador ignora ligações diretas do próprio campo político ao qual ele diz pertencer.
Cronologia
• A investigação começou em 2020, com desvio de R$ 500 milhões em fundos de pensão, quando Bolsonaro ainda era presidente.
• Vorcaro só não foi denunciado na época porque uma desembargadora, segundo o porra Revista Fórum, próxima ao clã Bolsonaro interrompeu o processo.
Aliados
• O governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), liderou tentativa oficial para o BRB comprar o Master, mesmo após alerta do Banco Central sobre ativos tóxicos.
• A diretoria do BRB teria injetado liquidez no Master para evitar sua quebra antes da aprovação da compra.
• O negócio só caiu porque o BC barrou a fusão e encontrou rombo bilionário em carteiras fraudulentas.
• O presidente do União Brasil, Antonio Rueda, aliado de Caiado, também aparece no entorno político de Vorcaro.
• Ronaldo Bento, ex-ministro de Bolsonaro, assumiu empresas do grupo Master logo após articular o consignado do Auxílio Brasil, usado eleitoralmente em 2022.
• Documentos mostram que ele atuou para abrir o mercado de consignado e depois passou a lucrar com o modelo.
Narrativa
• Caiado afirma que o caso seria símbolo de “decadência moral” do PT, ignorando que as peças centrais do escândalo orbitam a direita.

















