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quinta-feira , 1 outubro 2026
Bastidores

Casa Militar inchada com 253 policiais vira “minha pulíça” paralela de Caiado e escancara distorções na PM de Goiás

• “Pulíça” paralela

Informações de bastidores recebidas pelo Goiás24Horas revelam um dado alarmante: a Casa Militar do governo Caiado concentra hoje 253 policiais militares.
É efetivo suficiente para formar quatro quartéis, enquanto cidades do interior sobrevivem com uma única viatura para atender três ou mais municípios.

• Prioridades invertidas

Na prática, criou-se a “minha puliça” do Caiado, afastada das ruas, do patrulhamento diário e do desgaste real da atividade policial.

Enquanto a base enfrenta falta de efetivo e jornadas exaustivas, a Casa Militar se tornou um reduto protegido e aconchegante para privilegiados.

• Um cálice de bravura

O que mais causa indignação dentro da própria corporação é o padrão que se repete: policiais lotados ou oriundos da Casa Militar aparecem, de forma repentina, como protagonistas de ocorrências rotineiras e, pouco depois, são contemplados com bravuras e promoções.

O fenômeno levanta questionamentos sérios sobre critérios, mérito e igualdade na carreira militar. São os chamados “Nutellas”, que não estão expostos ao sol do dia a dia, mas recebem promoções como se lá estivessem. Doces poderes.

• Casos graves

É desse mesmo núcleo que surgem episódios que mancham a imagem da instituição. O assassinato do empresário Fabrício Lourenço Brasil, em Goiânia, investigado como pistolagem, trouxe à cena dois sargentos da PM e um coronel com origem na Casa Militar, Alessandro Regys Reis de Carvalho, apontado pela investigação como possível mandante, com promessa de vantagens funcionais.

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