sexta-feira , 6 março 2026
Opinião

Morte de idosa escancara a grande verdade em Goiás: a “segurança” de Caiado nunca passou de uma grande mentira da propaganda do gabinete do ódio

• Marcas do crime e da mentira

A morte de Maria Celina Peixoto Cheim, de 82 anos, não é só mais uma estatística. É um soco no estômago do governador mais mentiroso que já existiu em Goiás: Ronaldo Caiado.

Dona Maria foi assaltada em uma das principais avenidas de Goiânia. O criminoso arrancou com o carro enquanto ela ainda estava dentro, arrastando-a pela calçada e a matando após repetidas pancadas na cabeça. A cena, filmada por câmeras, é chocante.

• Um estado dominado pela mentira

Esse crime terrível derruba, de vez, o discurso de Caiado. O mesmo que vive dizendo que “bandido não se cria em Goiás”. Bafo de boca. Só conversa pra boi dormir.

Os números não mentem: dez veículos são roubados ou furtados por dia em Goiás. De janeiro a setembro de 2025, foram quase 2.800 roubos ou furtos de carros.

• Ladainha do governador

Sempre vem a ladainha: “a polícia prende”. Claro que prende. Prende no Brasil inteiro, do Oiapoque ao Chuí. “A Justiça solta”. Solta no país todo também. Isso não explica nem resolve. O fato é que o crime acontece todo dia, na rua, na porta de casa, à luz do dia.

• Violência

Todo dia tem violência doméstica e semanalmente feminicídios em Goiás. A polícia é violenta, e alguns policiais mancham o nome da corporação ao se envolverem com criminosos.

O crime organizado se espalhou durante o governo Caiado. PCC e Comando Vermelho atuam em Goiás, com foguetes e recados, como se estivessem em casa. Bandidos lavam dinheiro em postos de combustíveis e bebidas falsificadas, debaixo do nariz do governador.

• Propaganda mentirosa

Enquanto a realidade sangra, o governo gastou quase meio bilhão de reais em publicidade para vender um Goiás que não existe, segundo dados do Tribunal de Contas do Estado.

Caiado Tentou meter a mão em bilhões da taxa do agro via organização social e foi barrado pela Justiça. A saúde é um caos.

Maria Celina não morreu só por causa de um ladrão. Morreu também por causa de um discurso mentiroso. Segurança pública não se faz com slogan. Faz-se com verdade, prevenção e responsabilidade. E isso, infelizmente, Goiás não teve com Caiado.

Cristiano Silva
Editor

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