Crise
• Médicos credenciados da rede municipal de saúde de Goiânia iniciaram, a partir desta terça-feira (13), uma paralisação por tempo indeterminado, em meio ao agravamento da crise na saúde pública durante o início da gestão do prefeito Sandro Mabel. A mobilização denuncia precarização das condições de trabalho, cortes salariais e impactos diretos no atendimento à população, mesmo com a cidade em estado de calamidade na área da saúde.
Mobilização
• Profissionais da saúde realizaram manifestação em frente ao CIAMS Jardim América denunciando a falta de estrutura, insumos e segurança nas unidades.
• O ato destacou que a sobrecarga dos trabalhadores atinge um limite institucional e humano, refletindo no atendimento prestado à população.
Paralisação
• A decisão foi tomada em Assembleia Geral Extraordinária Permanente do Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás, realizada no dia 6 de janeiro.
• A paralisação atinge médicos credenciados da Secretaria Municipal de Saúde e seguirá até que as reivindicações sejam atendidas.
Reivindicações
• A categoria cobra condições dignas de trabalho, com equipes completas e materiais adequados.
• Médicos exigem regularidade nos pagamentos e o fim de atrasos recorrentes.
• O movimento pede a manutenção do Edital de Chamamento nº 06/2024 e a revogação do Edital nº 03/2025, que reduz honorários em até 35% e prevê jornadas de até 24 horas contínuas.
• O sindicato denuncia vínculos precários, cláusulas abusivas nos contratos e esvaziamento dos espaços de controle social.
Posicionamento
• O SIMEGO afirma que a paralisação não representa abandono, mas um gesto extremo para chamar atenção da sociedade e do poder público.
• Atendimentos de urgência e emergência serão mantidos, conforme a legislação, enquanto os demais só serão retomados após respostas concretas da administração municipal.

















