• Decisão unânime
O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) decidiu, por unanimidade, que cinco policiais militares vão a júri popular por três homicídios apontados pelo Ministério Público como possível “queima de arquivo” ligada ao caso Fábio Alves Escobar.
Os desembargadores reformaram a decisão de primeira instância que havia absolvido os réus, entendendo que cabe ao Tribunal do Júri decidir se houve execução ou legítima defesa.
• Quem são os acusados?
Os réus são Glauco Olívio de Oliveira, Englison de Azevedo Lopes, Adriano Azevedo de Souza, Rodrigo Moraes Leal e Thiago Marcelino Machado.
Eles são acusados pelas mortes de Gabriel Santos Vidal, Gustavo Lage Santana e Mikael Garcia de Faria, ocorridas em agosto de 2021.
Com a decisão, o processo volta para Anápolis, onde a Justiça deve marcar a data do julgamento.
• Ligação com o caso Escobar
Fábio Escobar foi ex-coordenador da campanha de Ronaldo Caiado em Anápolis, em 2018 e foi morto em uma emboscada em 2021 após romper com o grupo de Caiado e denunciar corrupção e caixa 2.
Os policiais são acusados de matar os amigos de Bruna Vitória Rabelo Tavares, assassinada um dia antes, por denunciar os policiais que roubaram o telefone celular dela para atraírem Fábio Escobar até o local da embosca. Ela estava grávida de 7 meses quando foi assassinada pelos mesmos policiais, segundo a denúncia.
De acordo com o Ministério Público, eles foram assassinados de graça, porque os policiais queriam simular uma suposta briga entre eles e Bruna e justificarem a morte dela.
• Livro revela
O livro do jornalista e escritor Cristiano Silva entra nesse ponto com força: ele apresenta detalhes da investigação e do encadeamento de mortes que o caso acumulou, tratando o episódio como uma chacina política, que nasce no coração do governo de Goiás e tem no banco dos réus Jorge Caiado, primo do governador e Cacai Toledo, ex-presidente do partido de Caiado em Anápolis (GO).

















