Página no Instagram censurada por denunciar rombo do Banco Master na prefeitura de Aparecida de Goiânia

quinta-feira , 1 outubro 2026
Notícias

(Opinião) Delúbio Soares comenta o FIM DA JORNADA 6×1: por que reduzir o trabalho é o próximo passo para o Brasil

O debate sobre o fim da escala 6×1 no Brasil costuma ser atravessado por uma verdadeira “política do medo”. Setores da direita e da extrema-direita insistem que a mudança causaria desemprego e colapso econômico.

Mas os dados internacionais e a realidade da saúde pública mostram justamente o contrário: manter esse modelo ultrapassado é o que mais custa caro ao país.

Enquanto aqui se espalha pânico, países como Alemanha, Bélgica e Irlanda já testam ou implantam jornadas reduzidas com resultados positivos.

Na Irlanda, empresas que participaram dos testes registraram aumento médio de 37,5% na receita, redução das demissões voluntárias e queda significativa nos afastamentos por doença. Menos horas, mais produtividade.

No Brasil, a situação é alarmante. Em 2025, mais de 546 mil trabalhadores foram afastados por transtornos mentais. Burnout, ansiedade e depressão explodem num sistema que suga energia, tempo e saúde. Isso representa prejuízo bilionário para a Previdência e perda de produtividade para as empresas.

A escala 6×1 destrói a qualidade de vida, impede o convívio familiar, o descanso, o lazer e até o cuidado básico com a saúde. O trabalhador deixa de viver para apenas sobreviver.

Ganho coletivo

Para as empresas, trabalhadores descansados erram menos, produzem mais e faltam menos.Para o trabalhador, mais tempo significa dignidade, saúde e felicidade. Para o Estado, menos pressão sobre o SUS e maior circulação de renda nos setores de serviços, lazer e cultura.

Estudos da Unicamp mostram ainda que a escala 6×1 atinge com mais dureza as mulheres, que acumulam jornadas profissionais e domésticas, criando uma carga quase insustentável. A conclusão é clara: o Brasil está pronto para trabalhar menos e viver melhor.

Defender o fim da escala 6×1 não é radicalismo. É modernização. É alinhar o país ao que há de mais avançado no mundo do trabalho.

O governo Lula tem compromisso com essa transformação. Não existe prosperidade real construída sobre o esgotamento humano. O tempo é o ativo mais precioso do século XXI.

Resta saber se o Brasil terá coragem de evoluir.

Delúbio Soares é professor, fundador do PT e da CUT

Artigos relacionados

Notícias

Segunda vítima de acidente aéreo no Tocantins é identificada; piloto também era goiano

• Segunda vítima é identificada O piloto Diego Arantes Rezende, de 38...

Notícias

Avião bimotor cai no Tocantins e empresário goiano Ebert Sousa, de 45 anos, está entre as vítimas

• Empresário goiano está entre as vítimas O empresário goiano Ebert Rodrigues...

Página no Instagram censurada por denunciar rombo do Banco Master na prefeitura de Aparecida de Goiânia