• Árvore faz parte da memória da cidade
Um mogno histórico de 69 anos, plantado no coração de Goiânia, será retirado neste sábado (7) após decisão técnica da Agência Municipal do Meio Ambiente (AMA). A árvore fica na Rua 20, no Centro, em frente ao prédio histórico que hoje abriga a Casa da Memória e a Justiça Federal.
Com cerca de 33 metros de altura, o mogno se tornou parte do imaginário afetivo de moradores da capital. Muitas pessoas que passam pelo local demonstraram tristeza com a retirada da árvore, que marcou gerações de goianienses.
• Decisão foi técnica, segundo a AMA
Apesar da importância histórica e simbólica, técnicos da AMA afirmam que a retirada é necessária por motivos de segurança. A avaliação apontou sinais de comprometimento estrutural da árvore.
Fotos mostram a presença de uma colmeia no tronco, o que indica que o interior da árvore pode estar oco. Segundo especialistas, isso acontece quando há deterioração interna do tronco, permitindo que abelhas ocupem o espaço.
Por ser uma árvore muito grande e pesada, existe o risco de queda em caso de ventos fortes, o que poderia colocar em perigo pedestres, moradores e prédios próximos.
• Retirada já havia sido programada
A remoção do mogno já estava prevista para o mês passado, mas precisou ser adiada. Antes da retirada, foi necessário que a Equatorial realizasse o desvio da rede elétrica que passa pelo local.
• Árvore foi plantada em ato histórico
O mogno foi plantado em 13 de maio de 1957, durante a fundação da Universidade Federal de Goiás (UFG). Na época, estudantes realizaram o plantio como um ato simbólico de protesto contra a derrubada de mogno no norte de Goiás, região que hoje corresponde ao estado do Tocantins.
O plantio foi feito por alunos e Colemar Natal e Silva, primeiro reitor na Universidade, em frente ao casarão da Rua 20, que era a primeira sede da UFG.

















