quinta-feira , 12 março 2026
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Alô Caiado: Associação Goiana do Ministério Público emite nota de repúdio contra reportagens linkadas ao gabinete do ódio que tentam arranhar a reputação da promotora de justiça que denunciou esquema de corrupção na taxa do agro

• Nota

A Associação Goiana do Ministério Público divulgou, na manhã desta quinta-feira (12), uma nota de repúdio e esclarecimento após a circulação de reportagens envolvendo o nome da promotora de justiça Leila Maria de Oliveira. O posicionamento foi publicado na página oficial da entidade no Instagram.

• Perplexidade

Na nota, a associação afirma causar “perplexidade” o fato de um suposto caso ainda em apuração envolvendo um familiar maior de idade da promotora ser utilizado como argumento para atingir sua reputação. O texto destaca que o familiar citado é um homem de 26 anos, responsável por seus próprios atos.

• Princípio constitucional

A entidade ressaltou que o ordenamento jurídico brasileiro estabelece o princípio da intranscendência da pena, previsto no artigo 5º, inciso XLV, da Constituição Federal. Segundo a associação, ninguém pode ser responsabilizado por eventuais atos praticados por terceiros.

• Abuso de autoridade

O documento também aponta que o vazamento seletivo de informações de uma investigação ainda em fase inicial pode configurar crime previsto na Lei de Abuso de Autoridade (Lei nº 13.869/2019), caso tenha ocorrido divulgação indevida de dados do processo.

• Promotora é citada como referência

Na manifestação, a entidade afirma que Leila Maria de Oliveira é uma promotora reconhecida em todo o estado e que continuará atuando com independência na defesa do patrimônio público e no cumprimento de suas funções constitucionais.

A Associação Goiana do Ministério Público também informou que poderá adotar medidas para apurar eventuais violações às garantias legais de membros do Ministério Público.

• Denúncias envolvendo taxa do agro

A promotora ganhou destaque após denunciar um suposto esquema de irregularidades relacionado à taxa do agro e à atuação da organização social Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag), responsável por contratos ligados a obras em rodovias estaduais. Desde então passou a ser odiada e perseguida pelo governo Caiado, que não aceita fiscalização de seus atos.

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