• Maracutaia em reformas de escolas
Faltam 18 dias para o fim do governo que fechou os olhos para um esquema que desviou R$ 2,2 milhões da Secretaria da Educação, no esquema que envolvia reformas e obras em escolas da rede estadual de ensino em Rio Verde (GO).
O delegado da Polícia Civil de Goiás, Dannilo Ribeiro Proto, e a esposa dele, Karen de Souza Santos Proto, que era coordenadora regional de Educação do governo Ronaldo Caiado em Rio Verde, foram presos suspeitos de participação em um esquema que envolve organização criminosa, contratação direta ilegal, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
• O esquema
Segundo o Ministério Público do Estado de Goiás, o esquema teria desviado mais de R$ 2,2 milhões dos cofres públicos desde 2020. Em agosto de 2025, uma operação cumpriu um mandado de prisão e 17 mandados de busca e apreensão em Rio Verde e também em Goiânia.
De acordo com as investigações, o delegado e a esposa são sócios do Instituto Delta Proto (IDP). A entidade teria sido beneficiada em contratos envolvendo reformas em escolas estaduais, impressão de material didático e até a realização de concurso público da Câmara de Rio Verde.
• Os contratos investigados
As apurações indicam que pelo menos 40 contratos sem licitação teriam sido manipulados para favorecer a empresa ligada ao grupo investigado.
Tudo isso ocorreu dentro da estrutura da Secretaria de Educação comandada por Fátima Gavioli. Como em tantos outros episódios do governo Caiado, a resposta oficial foi a mesma: ninguém sabia de nada, ninguém viu nada.
• Pergunta no ar
Diante de um esquema milionário dentro da própria estrutura da educação estadual, a pergunta permanece: prevaricação ou participação?Mas o tempo está acabando.
Faltam 18 dias para o fim desse governo e, em breve, os goianos devem repetir nas urnas o que já se ouve nas ruas: Caiado nunca mais!

















