quarta-feira , 21 outubro 2026
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Empresa da família Hajjar, envolvida em no escândalo da Agehab, também faturou alto com OS na Saúde no governo Caiado

• Aditivos sucessivos

Documentos oficiais mostram que contratos firmados entre a Excel Construtora e a organização social IMED (Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento), responsável pela gestão do Hospital Estadual de Formosa, passaram por sucessivos aditivos milionários ao longo de 2024.

A empresa pertence ao amigo de Gracinha Caiado, empresário André Luiz Rajar, o Dedé Rajar, também alvo da operação, com ligação direta com outro alvo da polícia, o vice-presidente da agência, Wendel Garcia, de quem é sogro.

Um dos termos aditivos na Saúde acrescentou sozinho R$ 35,7 milhões ao contrato original sem licitação.

• Furando a legislação

A legislação estabelece limite de até 25% para acréscimos em contratos públicos. No entanto, os próprios documentos revelam que os aditivos ultrapassaram esse teto, chegando a percentuais muito superiores.

Mesmo assim, um parecer da Procuradoria do Estado autorizou a flexibilização da regra, permitindo que os contratos seguissem com valores ampliados.
Na prática, o que era exceção virou regra: aumentos sucessivos foram incorporados ao contrato original sem nova licitação.

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