Página no Instagram censurada por denunciar rombo do Banco Master na prefeitura de Aparecida de Goiânia

quinta-feira , 1 outubro 2026
Editorial

Governo Ronaldo Caiado levou o Banco Master para dentro do Palácio, tentou mudar lei e agora estrutura ligada a Daniel Vilela tenta criar narrativa contra contrato privado de Marconi Perillo

O que se vê hoje em Goiás é grave. Muito grave. O governo Caiado/Daniel Vilela levou o Banco Master para dentro do Palácio e passou a discutir mudanças na lei de consignações dos servidores públicos para beneficiar o grupo de Daniel Vorcaro.

Houve proposta para ampliar a margem de desconto em folha de 35% para 45%, abrindo espaço justamente para o tipo de operação apresentado pelo banco.
Mas este fato gritante foi completamente ignorado pelo gabinete do ódio, ignorado não, escondido. O que se vê agora é uma tentativa desesperada de inverter a narrativa.

Uma estrutura de comunicação do governo, alimentada com dinheiro público — mais de R$ 5,5 bilhões gastos em publicidade, segundo dados do Portal da Transparência — passou a atacar um contrato privado do ex-governador Marconi Perillo.

Contrato esse que precisa ser colocado nos devidos termos: foi firmado em 2021 entre o Banco Master e a empresa MV Projetos e Consultoria. Um contrato técnico, regular, dentro das regras de mercado. E mais: encerrado em julho de 2025 pela empresa, não pelo banco.

À época, não existia qualquer denúncia contra o banco. Nenhuma. Zero.

Consultorias existem para isso: prestar serviço técnico a quem demanda. Não há ilegalidade, não há irregularidade e não há qualquer elemento que sustente a tentativa de transformar esse contrato em escândalo.

O que há, na verdade, é outra coisa.

Há uma engrenagem funcionando dentro do Palácio. Uma máquina de comunicação que dispara conteúdos coordenados, numa espécie de “gabinete do ódio”, para tentar desgastar adversários e desviar o foco do que realmente importa.

E o que realmente importa é simples: o governo que hoje tenta apontar o dedo foi o mesmo que abriu as portas do Palácio para o Banco Master e discutiu mudanças em lei para movimentar dinheiro de servidores e isto tem que ser investigado.

Reescrever a história agora, criando suspeitas onde não existiam, é tentativa de manipulação. É barulho. É cortina de fumaça. Não há crime no contrato privado. Não há irregularidade. Não há escândalo. Marconi não era governador, mas um executivo de sucesso.

Cristiano Silva
Editor

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