• Operação Destroyer
A frase repetida à exaustão na propaganda oficial — de que “bandido não se cria em Goiás” — volta a ser colocada em xeque. A realidade apresentada pelas forças de segurança mostra um cenário completamente diferente do vendido ao público.
Nesta terça-feira (14), a Polícia Civil de Goiás deflagrou a fase 4 da Operação Destroyer – “Ruptura”, atingindo uma organização criminosa com atuação dentro e fora do estado.
Ao todo, foram expedidos 61 mandados de prisão temporária e 45 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de cerca de R$ 10,5 milhões em bens. Mais de 250 policiais participaram da ação, que se estendeu por cidades goianas e também por outros estados.
Os investigados são suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas, homicídios, tortura, sequestros e lavagem de dinheiro — crimes que demonstram a complexidade e o nível de organização do grupo.
• De Goiás para o Brasil
A operação alcançou municípios como Goiânia, Aparecida de Goiânia e Rio Verde, mas também avançou para o Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso. A dimensão da ação indica que o crime organizado não apenas existe, como atua de forma estruturada e integrada.
• Carbono Oculto
O episódio não é isolado. Em 2025, a Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, já havia revelado uma engrenagem bilionária de lavagem de dinheiro ligada ao PCC, com ramificações em Goiás. À época, foram identificados esquemas envolvendo postos de combustíveis e movimentações financeiras milionárias.
• Rota Caipira
As investigações também apontam que o estado integra a chamada “Rota Caipira”, considerada um dos principais corredores do tráfico no país. Somente em contas ligadas ao esquema, mais de R$ 630 milhões foram movimentados.

















