quarta-feira , 20 maio 2026
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Daniel Vilela posa ao lado de empresário ligado ao banco investigado por lavagem de dinheiro para o PCC, o mesmo que queria comprar o Vila Nova

• Imagem fala por mil palavras

O governador Daniel Vilela (MDB) aparece sorrindo em uma fotografia ao lado do empresário Lélio Carneiro, do falido Grupo Coral e citado em reportagens do site Metrópoles sobre os chamados “fundos caixa-preta” da Faria Lima.

Segundo a reportagem nacional, a família Carneiro trava batalhas judiciais envolvendo uma rede de fundos de investimentos suspeita de ter sido usada para ocultação de patrimônio e blindagem contra credores. Em um dos processos, a Justiça reconheceu indícios de utilização dessa estrutura para esconder bens.

• PF investiga fundos ligados ao crime organizado

As reportagens apontam que estruturas desse tipo passaram a chamar atenção da Polícia Federal por suspeitas de lavagem de dinheiro e ligação com organizações criminosas. O levantamento citado pelo Metrópoles identificou 177 fundos considerados sem auditoria ou classificados como “inauditáveis”, movimentando cerca de R$ 55 bilhões.

O Grupo Coral, ligado à família Carneiro, atuava nas áreas de limpeza, vigilância e terceirização de mão de obra. A falência da empresa foi decretada pela Justiça de Goiás em 2015.

• Reag Investimentos

Segundo os processos citados pelo Metrópoles, fundos ligados à família Carneiro teriam relação com a Reag Investimentos, empresa investigada pela Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público de São Paulo por suspeitas de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC) na Operação Carbono Oculto.

Em agosto de 2025, o empresário Lélio Carneiro Junior apareceu entre integrantes de um grupo de investidores que apresentou proposta de aproximadamente R$ 500 milhões para transformar o Vila Nova Futebol Clube em SAF, Sociedade Anônima do Futebol. Segundo as reportagens, a negociação teria participação da Reag Investimentos.

A reportagem afirma ainda que a Justiça tentou bloquear R$ 1,4 milhão do patriarca Lélio Carneiro, mas encontrou as contas zeradas. Depois, uma rede de fundos e empresas ligada à família acabou sendo bloqueada em processos relacionados a uma dívida de aproximadamente R$ 250 milhões com a União.

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