• Banco do PCC e o governo Caiado
O deputado federal Lindbergh Farias, vice-líder do governo Lula na Câmara, pediu nesta terça-feira (26) que a Polícia Federal investigue o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado por transações realizadas entre o governo estadual e a BK Instituição de Pagamento, conhecida como BK Bank.
A informação foi divulgada nacionalmente pela Folha de S.Paulo após reportagem publicada pelo Goiás24Horas revelar que o governo Caiado movimentou cerca de R$ 1,36 bilhão através da fintech investigada na Operação Carbono Oculto.
• Pedido foi enviado ao diretor-geral da PF
O pedido de investigação foi encaminhado ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
No documento, Lindbergh afirmou que existe preocupação com a utilização de recursos públicos em um ambiente sob suspeita de ligação com organização criminosa.
“A gravidade dos fatos decorre de possível inserção de recursos públicos, programas sociais e comerciantes locais em ambiente financeiro contaminado por suspeitas de lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e organização criminosa”, afirmou o parlamentar.
• BK Bank operava programas sociais
Segundo documentos do Coaf, a Agência de Fomento de Goiás repassou R$ 1,36 bilhão ao BK Bank entre outubro de 2021 e agosto de 2025.
A fintech operava programas sociais do governo estadual, incluindo cartões ligados ao Goiás Social, coordenado pela ex-primeira-dama Gracinha Caiado.
• Operação investiga ligação com PCC
A BK Bank é investigada na Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, por suspeita de atuar como banco paralelo ligado ao PCC.
Relatórios do Coaf apontam suspeitas de lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e movimentações financeiras bilionárias envolvendo a instituição.

















