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sábado , 26 setembro 2026
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Quem são os “Cuiabanos” (Parte II) ? Grupo investigado em Mato Grosso e denunciado no Fantástico por atuação em Roraima agora está no governo Daniel Vilela

• O que aconteceu?

Os “cuiabanos” estão em Goiás. O grupo de médicos e empresas que atua na ortopedia de hospitais públicos já passou por Mato Grosso, Acre e Roraima e agora aparece também na saúde pública do governo Daniel Vilela, com outros nomes, mas o mesmo grupo na linha de frente.

Os cuiabanos acumularam investigações e graves denúncias envolvendo contratos milionários, cirurgias e fornecimento de próteses por onde passaram.
Entre os principais nomes estão os médicos Alberto Pires de Almeida, Osmar Gabriel Chemin e Gabriel Naves Torres Borges, ligados à MedTrauma Serviços Médicos Especializados. Em Mato Grosso, empresas e integrantes do grupo foram investigados por suspeitas de irregularidades em contratos públicos da saúde.

• Fantástico mostrou denúncias

A atuação do grupo ganhou repercussão nacional após reportagem do Fantástico, da Rede Globo, mostrar denúncias envolvendo serviços de ortopedia em hospitais públicos de Mato Grosso, Acre e Roraima em 2024.

Um dos casos apresentados foi o de um paciente que obteve na Justiça o direito a uma prótese específica, mas foi operado antes da liberação do material determinado judicialmente. Depois da cirurgia, ele passou a questionar qual prótese havia sido implantada.

Em Roraima, a atuação da MedTrauma também entrou na mira de investigação sobre contrato milionário para serviços de ortopedia no Hospital Geral de Roraima (HGR).

• Agora, os “cuiabanos” estão com Mabel e Daniel

Em Goiás, os mesmos nomes aparecem ligados à BONE Medicina Especializada Ltda., representada pelo médico Gabriel Naves Torres Borges. A empresa passou a atuar na prestação de serviços médicos na rede pública goiana.

Outro elo chama ainda mais atenção: Vittor Arthur Galdino, advogado de defesa de investigados ligados ao grupo, tornou-se presidente do Instituto Patris, organização social que possui contratos milionários no Hospital Estadual de Luziânia (HEL), no Hospital e Maternidade Dona Íris e no Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara, unidades da Prefeitura de Goiânia.

A questão que precisa ser respondida é: antes de abrir as portas da saúde pública goiana para empresas e personagens ligados aos “cuiabanos”, os governos de Goiás e da prefeitura de Goiânia investigaram o histórico desse grupo nos outros estados?

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