quinta-feira , 13 agosto 2026
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Condenado em esquema que movimentou mais de R$ 12 milhões tenta se apoderar da Igreja Tabernáculo da Fé, prova advogado Leandro Silva

• A denúncia

O advogado Leandro Silva fez uma grave denúncia durante reunião realizada nesta quarta-feira (12), na Igreja Tabernáculo da Fé, em Goiânia. Segundo ele, Wellington Salvino Silva, condenado por integrar uma organização criminosa responsável por movimentar mais de R$ 12 milhões em fraudes eletrônicas, estaria envolvido em uma tentativa de tomar o controle da igreja.

• Advogado diz que site foi criado contra pastores

Em entrevista, Leandro Silva afirmou que Wellington teria criado um site para publicar acusações que o advogado classifica como falsas contra pastores que fazem parte da direção da Igreja Tabernáculo da Fé.

Segundo Leandro, a intenção seria criar uma onda de insatisfação entre os fiéis, desgastar os dirigentes e, posteriormente, tentar assumir o controle da instituição.

A acusação vai além. O advogado afirma que a suposta tentativa de tomar a igreja teria como finalidade utilizá-la para lavagem de dinheiro. Essa é uma acusação feita por Leandro Silva, que afirma possuir documentos, áudios e vídeos para sustentar o que denunciou.

• Quem é Wellington Salvino

O histórico criminal citado pelo advogado não se restringe à disputa envolvendo a igreja. Wellington Salvino Silva foi condenado a quase 11 anos de prisão por sua participação em pelo menos 83 fraudes envolvendo vendas pela internet.

Segundo a Justiça, conforme reportagem do Metrópoles, Wellington integrava uma organização criminosa que atuou entre 2016 e 2019 e movimentou mais de R$ 12 milhões. O grupo, formado por pelo menos 13 pessoas, atuava com estelionato, receptação, lavagem de dinheiro, crimes eletrônicos e organização criminosa.

• Golpes pela internet

O esquema foi investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal na Operação E-Commerce, deflagrada em 2018.

A investigação apontou que os criminosos criavam perfis falsos, utilizando nomes e CPFs fictícios, para anunciar produtos em plataformas de comércio eletrônico. As vítimas pagavam boletos adulterados e o dinheiro era direcionado para contas controladas pela quadrilha. Wellington, segundo a investigação citada pelo Metrópoles, era sócio de uma loja utilizada para armazenar e comercializar produtos obtidos ilegalmente.