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sábado , 26 setembro 2026
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Kassab, vice de Caiado, é acusado por Vorcaro de articular propinas em forma de doações eleitorais em troca de negócio do Master

• Banqueiro acusa vice de Caiado

Daniel Vorcaro afirmou, em proposta de delação premiada, que R$ 5 milhões doados oficialmente às campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, em 2022, teriam sido pagamentos de propina. O dinheiro teria sido destinado a garantir a permanência do Credcesta no governo de São Paulo.

• Bolsonaro e Tarcísio

As doações foram feitas por Fabiano Zettel, cunhado e sócio de Vorcaro. Foram R$ 3 milhões para a campanha de reeleição de Bolsonaro e R$ 2 milhões para Tarcísio. Os repasses aparecem na prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral.

• Ajuste com Kassab, vice de Caiado

Vorcaro declarou ter sido informado pelo ex-sócio Augusto Lima sobre um “ajuste indevido” negociado com Gilberto Kassab. Segundo o relato, as doações seriam contrapartidas pela continuidade do cartão de crédito consignado utilizado por servidores públicos paulistas.

• Caixa dois de R$ 10 milhões

A proposta de delação também menciona supostos pagamentos de aproximadamente R$ 10 milhões em dinheiro vivo a pessoas indicadas como intermediárias de Kassab. Vorcaro afirmou ainda que o acordo previa o repasse de 5% do resultado líquido da operação do Credcesta em São Paulo.

• Negócio continuou

O Credcesta começou a operar no estado em 2022, antes da posse de Tarcísio. Segundo Vorcaro, a contrapartida prometida foi cumprida porque o produto continuou funcionando durante mais de um ano no novo governo.

• Delação foi rejeitada

Vorcaro apresentou o relato em três versões de uma proposta de colaboração premiada, mas Polícia Federal e Procuradoria-Geral da República recusaram o acordo por falta de fatos inéditos e de elementos capazes de confirmar as acusações.

• Kassab nega acusação

Kassab classificou o relato como fantasioso e sem sustentação. O presidente do PSD afirmou que nunca discutiu doações ou o Credcesta com Vorcaro e Augusto Lima.

• Tarcísio também contesta

O governo paulista afirmou que Tarcísio não conhece Vorcaro, não tinha conhecimento das supostas irregularidades e recebeu doações dentro da legislação.

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