• Furadeiras comuns em hospital
O Hospital Municipal Alfredo Abrahão, em Anápolis, utilizava furadeiras domésticas adaptadas em cirurgias ortopédicas, segundo o Ministério Público de Goiás. Em reunião com a Promotoria, o diretor executivo da Funev, responsável pela gestão da unidade, confirmou a prática e a atribuiu ao custo e à manutenção das furadeiras cirúrgicas pneumáticas.
• Problema desde 2022
A recomendação para interromper o uso foi expedida pela 9ª Promotoria de Justiça de Anápolis após fiscalizações realizadas entre 2022 e 2026. Em fevereiro deste ano, a Vigilância Sanitária classificou a situação como uma irregularidade recorrente e de alto risco e determinou a suspensão imediata dos equipamentos.
• Lacres foram violados
Durante as inspeções, 11 perfuradoras supostamente utilizadas nos procedimentos foram apreendidas. Conforme o inquérito civil, os lacres colocados nos equipamentos foram violados posteriormente. Não foi informado quem teria rompido a proteção.
• Risco de infecções
O MPGO citou uma nota técnica da Anvisa segundo a qual ferramentas domésticas não foram desenvolvidas nem registradas como produtos médicos. Elas também não poderiam ser esterilizadas adequadamente, o que aumentaria o risco de infecções graves nos pacientes.
• Hospital contesta
A Funev afirmou que os aparelhos possuíam blindagem para permitir limpeza e desinfecção e não eram utilizados nas mesmas condições das ferramentas vendidas para uso convencional.
• Troca em até 30 dias
Apesar das explicações, a Funev informou que substituirá as furadeiras por equipamentos pneumáticos em até 30 dias. O MP concedeu três dias úteis para a entidade responder se cumprirá a recomendação e dez dias úteis para apresentar um plano de correção. Se as medidas não forem adotadas, o órgão poderá recorrer à Justiça.

















