A pecuarista Ana Luiza Junqueira Vilela foi condenada pelo judiciário paulista por degradar uma Área de Preservação Permanente (APP) em uma fazenda particular em Pirapozinho, na região de Presidente Prudente, no interior de São Paulo. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a condenação em decisão de 8 de setembro.
Ana Luiza é dona da Fazenda Junqueiravi, que faz fronteira com a Usina Hidrelétrica (UHE) Taquaruçu, instalada no Rio Paranapanema. Após a construção da UHE, foi criado um lago artificial, o que demandou a criação de uma faixa de terra protegida ao redor do açude.
Cerca de 700m² dessa faixa de terra protegida (APP) fica na fazenda particular de Ana Luíza. A pecuarista, no entanto, desrespeitou a proteção do espaço e seguiu com a criação, recria e engorda de gado de alta linhagem, além de serviços de agronomia no local.
Ela foi condenada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) a encerrar a exploração do local, isolar a área cultivada, retificar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e apresentar um Projeto de Recuperação de Área Degradada (PRAD) sob pena de multa de R$ 10 mil por descumprimento. A pecuarista recorreu da decisão, que foi mantida pelo STJ.
O Metrópoles procurou a defesa de Ana Luiza, mas não houve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.
Ana Luiza é filha de Antônio José Junqueira Vilela, pecuarista de grande porte associado ao desenvolvimento do gado Nelore, a raça bovina de corte mais importante e predominante no Brasil. Ele também é responsável pela expansão da fronteira agropecuária a partir do Mato Grosso na década de 1970.
A pecuarista, a irmã dela, Ana Paula, o irmão, Antônio José Junqueira Vilela Filho (o AJ Vilela ou Jotinha) e o ex-marido, Ricardo Caldeira Viacava (o Cadão), seguiram no setor agropecuário e ingressaram no mercado financeiro e empresarial, o que levou a família a circular entre a alta sociedade paulistana.


















